Amor, deu zebra, vou preparar prova até tarde e amanhã de manhã dou aula e à tarde, pra piorar, tem reunião de pais – já viu a bosta de fim de semana que me espera.
Tomei banho, troquei de roupa, peguei o carro e saí. Já fui na barca ouvindo um som, bebendo uns goles – vodca com energético. Só se eu fosse idiota que ficaria em casa por conta de nota de aluno, eles que se danem, não me incomodam o tempo todo, então, agora é minha hora. Nota de comportamento: zero.
Dei sorte, uma vaga bem na porta. “Tamo de olho aí, chefia”, já disse o flanelinha. Tudo bem, seu dia de sorte se eu sair acompanhado, fechado? “É nóis”. Já encontrei o Bodão tomando uma gelada, fui pegar uma para ver se ia valer a pena entrar.
Hoje é meu dia, e amanhã também. Costumo chamar de “dia da risada”, o dia da entrega de boletim. É realmente muito bom esse dia. Tomo um porre antes, chego amanhã de ressaca, e escuto os pais a falarem merda na cabeça e eu não falo nada, nem ali estou. E saio na hora do almoço, já emendo um boteco e não saio mais, até depois do futebol.
Encontro aluno em todos os lugares, shoppings, cinemas, supermercados, rua, e uma coisa que eu detesto é encontrar pai e mãe de aluno – puts, isso sim é um saco.
Já com duas garrafas na mão, bebendo e olhando umas mulheres desfilarem, pensamos, é aqui mesmo. Odeio e sempre odiarei balada sertaneja, mas eu vou. Enchi a cara antes de entrar e fomos. Talvez os únicos que não cantavam as músicas.
Logo que entrei fui ao bar, sabia que com a mão vazia seria mais difícil passar o tempo ali. Chegando ao bar vejo uma mulher linda, não tinha cara de quem gosta dessas merdas. Antes que o barman perguntasse eu disse, por favor, uma pra mim e outra pra ela. Ficamos mudos, sem saber o que falar. Quando a bebida chegou propus um brinde. “Um brinde?, nem te conheço”, e eu disse, justamente, um brinde a você!
Começou um beijo gostoso, devagar, com carinho. Enquanto beijava, eu apertava seu corpo de encontro ao meu e sentia os seios, a pulsação. Está bom demais para ser verdade, foram as primeiras palavras que disse a ela. “Esse lugar é um lixo, conheço um lugar muito bom, vamos?”. O que será que respondi?
Chegamos e realmente era um lugar muito legal, era um sítio com uma lagoa cheia de pedalinhos iluminados, uma galera curtindo uma festa alucinante. Me fala uma coisa – eu disse a ela – com uma festa dessas, o que você estava fazendo naquela merda de lugar? “Talvez buscando o amor da minha vida”.
Esse rosto não me é estranho, lembro dela de algum lugar, não é possível. Não bebi nada de mais, não posso ter alucinação, mas eu realmente lembro desse rosto. Ela está vindo com dois copos e vou perguntar seu nome, vai que me lembro. Oba, o que é isso? “Uma mistura especial da galera aqui, tem um monte de coisas, bebe aí, é uma delícia.” Sabe o que pensava aqui, nem nos apresentamos, eu sou o Pedro. “Eu sou Alice, e este é o meu mundo da fantasia...”
Saímos correndo pelo parque até o pedalinho, entramos em um e fomos para o meio da lagoa. Realmente é uma onda muito louca, Alice. Só nós dois aqui, isso só pode ser um sonho. Alice, isso é um sonho? “Veja você mesmo...” Abriu minha calça. Não é um sonho, é pura realidade. Amanhã terei muitas histórias para contar no boteco, com certeza, se terei...
Saí da festa com o sol nascendo, muito louco, mas muito louco mesmo. Deixei Alice em casa, fui pra casa, tomei banho, café, comi um pão com manteiga, mais um gole de café e fui pra escola dar risadas.
Pisei na escola, primeira pessoa que vejo: Alice e sua filha, Alice (a verdadeira) – a Alice que eu deixei de recuperação de sacanagem.
8 comentários:
E o coelho, cadê?
:p
Beijos.
Realmente...
Olha a merda que deu! haha
:P
Beijo Beijo
balada sertaneja dá nisso! kkkkk
haha Adorei ;)
Luna, o coelho tá na caratola ;)
beijos
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Mirella, pois é, deu merda.
beijos
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Maggie, quando rola Bealtes é diferente, não?
beijos
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Michele, valeu.
beijos
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Ei, você aí, aparece por aqui, aparece por aqui...
Tenho estado longe de alguns blogs que acompanho; vida de professor de escola não é mole, falta tempo de vez em quando.
Deixo meu beijo e meu abraço pra galera que passa por aqui.
A Mina do Cara te ama!
Sempre dá merda.
Adorei!
BeijooO*
Valéria, sempre mesmo viu, não sei como pode... Rs
beijos
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A Mina do Cara te ama!
Então, resumidamente, quer dizer que você fez sacanagem com a mãe e a filha?
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