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27 de abr. de 2014

O mundo é contra nós?

Minha dúvida se o mundo é contra nós não é à toa. Quem nunca sentiu isso, de o mundo todo estar em sentido contrário ao seu? Aposto que você já sentiu.

A resposta para minha pergunta vem em seguida: a vida está a nosso favor. Disso eu tenho certeza. E por fatos que comprovam a minha idiota teoria de que o mundo está contra nós.

Era o velório do meu tio mais velho, em 2011. Estávamos todos lá, inclusive minha avó com seus 99 anos. Ela estava velando seu primogênito aos 99 anos - impossível pra gente imaginar isso. Enfim, eu vivia uma crise em relação à fé, achava absurdo as pessoas acreditarem em Deus como supremo, como criador de tudo e detentor dos nossos destinos. Eu não conseguia enxergar fé, não conseguia imaginar que uma oração seria capaz de dar paz, tranquilidade, esperança.

Quando o caixão foi fechar, todos nós demos as mãos para rezar um Pai Nosso. Eu fiquei de frente para minha avó. (Nem preciso dizer que ela era muito religiosa, preciso?) Durante a oração, simplesmente minha garganta travou e eu não conseguia pronunciar uma única palavra, nem em pensamento eu conseguia rezar. Minha avó me olhava firme, eu olhava para ela, e eu não conseguia pronunciar uma única palavra. O olhar dela penetrava meus olhos - tenho a imagem em minha mente nesse momento - e eu não conseguia rezar. A única reação que consegui foi fazer o sinal da cruz quando terminaram de rezar.

Eu julguei Deus pela morte do meu tio, achava um absurdo minha avó passar por mais uma morte na família, logo ela, uma pessoa tão boa, tão devota, enterrar seu filho aos 99 anos. Parecia que a vida me ensinava ali, no cemitério, mais uma lição. Uma lição que um jovem trouxa - como a maioria dos jovens - fazia de tudo para não aprender.

E quando eu achava que a lição do dia tinha terminado veio mais uma. Estávamos na avenida, logo que abriu o sinal, e veio um motoqueiro cortando todo mundo, inclusive eu. Esse cara estava sem capacete, de chinelo, e cortou todos os carros da direita para a esquerda, até bater no meio fio, subir na calçada de pedras e bater a cabeça na mureta. Foi impressionante, eu fiquei chocado.

Eu saía do cemitério criticando Deus por fazer minha avó sofrer mais uma perda, julgando Deus e o mundo, e bem na minha frente passa um camarada de moto e seu destino deve ter terminado ali, naquele momento que eu refletia. Naquele momento eu pensei, realmente, eu sou um idiota, um ser pequeno, uma simples pessoa que quer ser grande antes de crescer.


A vida nos ensina muito. Muitas e muitas vezes alguma coisa acontece que eu penso, pronto, estou ferrado. E logo depois vem a vida e mostra que há uma luz que eu ainda não havia visto. Nesses momentos é que percebemos como somos pequenos.

É como pequenos fantasmas que afloram nossa mente, pequenos mesmo, mas nós os transformamos em gigantes, muito maiores do que nós, talvez do tamanho que não sejamos capazes de passar por cima. Probleminhas que poderíamos passar por cima se não fosse o orgulho, o rancor, o ódio, o ressentimento, a raiva, a mágoa, enfim, coisinhas que nós cultivamos.

Por que não aprendemos a passar por cima do nosso orgulho, do nosso rancor, ao invés de aprendermos, desde cedo, a cultivar a vaidade, a esperar a aprovação dos outros? Como podemos deixar a mágoa, o ressentimento, de lado e passar a viver com aquilo que somos de verdade?

Às vezes penso que o mundo está contra nós. Mas às vezes eu tenho certeza que a vida está a meu favor. Agora, basta que eu deixe de ser burro e aprenda as lições - antes que as lições venham como tapas, para eu aprender da marra.

Muitas lições eu aprendi lendo os grandes autores. Muitas frases que eu leio e penso: é isso aí, entendi. Mas só depois de muito tempo eu tenho o aprendizado verdadeiro. E então eu descubro que é a vida quem escolhe quando eu devo aprender de verdade.

Leio que a verdadeira força está na capacidade de superação, de contra-atacar, de reagir. Então, se um fantasma vem assombrar sua mente com pensamentos ruins, precisa ter força para colocá-lo para fora, assombrá-lo com pensamentos bons. É difícil, eu sei e você sabe. Mas a graça da vida está nisso, em fazer você e eu termos forças para contra-atacar.

O mundo está contra? A vida está contra? E se eu mudar as perguntas?

Eu estou disposto a enfrentar os problemas? Estou disposto a enfrentar os fantasmas? Estou afim de que o mundo gire para o lado que estou girando?

Eu cansei de nadar contra a maré. A vida não é contra nós. A vida é minha, a vida é nossa. Vamos tocá-la para frente? Vamos deixar os fantasmas adormecidos e acreditar que eles não são maiores do que nós?

Pronto? Então aí vamos nós...



13 de mar. de 2014

Toca Raul


Hoje acordei tão Raul Seixas. Me senti um maluco beleza. Saí de casa e a rua estava vazia, parecia o dia em que a Terra parou. Não quis pensar nisso, afinal, assim como o inseto de Kafka, sou uma metamorfose ambulante. Tentei pegar o trem das sete mas não deu, tentei o metrô 743 mas não deu. Parado é que eu não posso ficar. Se é de batalha que se vive a vida, vou tentar outra vez. 
Ouvi as badaladas e descobri por quem meus sinos tocam. Foi uma surpresa, pois descobri, entre outras coisas, que quem gosta de maça irá gostar de todas porque todas são iguais. E pensando em comida já veio aquela vontade de comer uma banana, que como vovó já dizia, engorda e faz crescer; mas como não tinha banana, comi pão e osso duro. Pelo menos estava com meus óculos escuros.


Sabia que não deveria ter levantado e saído pra rua, deveria ter ficado em minha cama, tomando meu café pra fumar, mas como não sou um canceriano sem lar, preciso correr atrás e pagar as contas, afinal, é fim de mês, e eu já paguei a conta do meu telefone, já liquidei a prestação do paletó, do meu sapato, e da camisa que eu comprei. Ainda bem que sou eu que compro, já que antes eu calçava 37 e meu pai me dava 36, até que um dia eu falei: vou escolher meu sapato que não vai mais me apertar!

Eu aproveitei que acordei nessa segunda-feira me sentindo o Raulzito e decretei feriado, tentei viver numa sociedade alternativa, mas sozinho não consigo, tentei outra vez, e outra vez... Decidi colocar esse país pra alugar, ninguém dá valor mesmo. Fiquei matutando qual era o verdadeiro problema, pensei inúmeras palavras difíceis que estavam ao meu lado no dicionário e nada de achar, fui ao boteco e, movido à álcool, cheguei à conclusão: o problema é muita estrela pra pouca constelação.

Como nada dava certo resolvi voltar pra casa e espiar a vizinha tomando banho de sol. Mas que tristeza, ninguém vai acreditar, eu vi duas mulheres botando a aranha pra brigar. Por essa eu não esperava, tive que gritar: vem cá mulher, deixa de manha, minha cobra quer comer sua aranha. Ela me xingou de todos os nomes e disse que me difamaria na vizinhança. O pior é que quando acabar o maluco sou eu...

Com essa onda de 15 minutos de fama já descobri como vou aparecer nos jornais, quero tocar fogo onde bombeiro não vem, vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só pra variar... Se não conseguir meus minutinhos de fama vou abrir uma Igreja Invisível, contratar o pastor João, e dizer aos quatro cantos o segredo do universo, a verdade sobre a nostalgia.

A única pessoa que encontrei na rua, nessa maluquice toda, foi um homem com uma viola na mão que contava uma história mais ou menos assim... não sei por que nasci pra querer ajudar e querer consertar o que não pode ser... Assim como meu amigo Pedro, sou um caubói fora da lei.

Um dia tão maluco como esse só pode terminar de uma forma... vou chegar no alto de um prédio, pegar um megafone e gritar: é por isso que agora em diante, pelos 5 mil alto falantes vou mandar berrar o dia inteiro, TOCA RAUL!

18 de jun. de 2013

Não é por 20 centavos

Acordou! O gigante povo brasileiro resolveu juntar toda sua ira e sair às ruas unidos, em prol de uma causa mais que justa.


Ninguém aguenta mais essa roubalheira, esse descaso, essa falta de vergonha na cara. Nossos governantes desviam verbas da saúde, da educação e transformam em luxuosas mansões, verdadeiros palacetes.

As rodovias estão ao léu, milhares de brasileiros são mortos todos os feriados prolongados e ninguém faz nada para melhorar a situação. Só falam em privatização. Nós pagamos os impostos destinados às estradas. E para onde essa verba vai?

Todos os anos, pelo menos duas vezes por semestre, professores concursados saem às ruas exigindo melhores condições de trabalho, cobrando dos responsáveis as promessas. Mas nada é feito. A classe dos professores é tratada com desprezo. Como um país quer ser grande sem ter educação de qualidade? Como ser de primeiro mundo se ainda somos analfabetos?

As pessoas estão nas ruas porque ninguém aguenta ver tanta fraude, tanto roubo, tanto descaso. Os políticos roubam e continuam livres. Que o digam Renan Calheiros, Sarney, Collor, a bancada petista, a bancada dos evangélicos. O congresso brasileiro está podre! É preciso retirar a podridão de lá.


Os médicos estão insatisfeitos com as condições de trabalho. Os hospitais público são precários, as condições são precárias, os pacientes estão morrendo nos leitos. Tudo isso vira charge, vira tirinha em jornal, mas nada acontece aos que promovem tal estado.

Os responsáveis por tudo isso agora estão em seus gabinetes, tranquilos, com segurança armada, portas e vidros blindados, telefonando para a imprensa e dizendo o que deve e o que não deve ser noticiado.

Será que vaiar a presidente foi questão da "direita burguesa"? Exigir qualidade na educação, na saúde, no transporte é rivalidade política? Claro que não. Os que elegeram a Dilma estão protestando - e os que a elegeram e não estão deveriam estar.

É claro que o Brasil não terá transporte público de qualidade, não terá metrô para aliviar o trânsito, a poluição. E não terá por um simples motivo: de quem são as frotas de ônibus que circulam pelo país? São frotas particulares, alugadas ao estado. It´s business baby...

Estamos cansados dessa safadeza, dessas pessoas podres no poder. Não é possível que uma pessoa esteja satisfeita com a situação. O roubo aos cofres para construir estádio de futebol, atender os padrões Fifa. Por que não temos uma educação no padrão Fifa? Por que não temos hospitais no padrão Fifa? Por que não temos um Brasil com padrão Fifa? Vale lembrar que a Fifa passou por problemas recentes ligados a corrupção. E se você acertar quem comandava a roubalheira por lá ganha um pirulito e um nariz vermelho.

Isso mesmo, a roubalheira da Fifa era comandada por um brasileiro, e este brasileiro colocou seu então genro no poder do futebol brasileiro, que por sua vez roubou mais do que todos os políticos juntos. E o resultado é o que vemos hoje, um povo cansado dessas máscaras, dessas fraudes, desses roubos, dessa impunidade.


O sonho do brasileiro é a punição ao político ladrão.

17 de fev. de 2013

É dura a vida do artista


É dura a vida do artista.

Eu estava em angra, velejando e curtindo a paisagem, o passeio. Lugar lindo e maravilhoso, e a todo instante me vinha a música da Legião, Angra dos Reis, e eu pensava, como ele pôde estar numa deprê num lugar desses? Eu sei que ele tinha motivos de sobra, mas o lugar não merecia aquela trilha sonora. Falo da Legião com certa propriedade, pois escuto desde os dez, mais ou menos.

E se pensar bem, realmente é dura a vida do artista. No caso do Renato, ele nem podia se esconder no meio da multidão, sozinho entre passantes no passeio, enquanto pensa em sua vida.

Conversando com meu amigo PH, lá de Foz, nós sempre falávamos, o pior deve ser você ser artista e não andar mais nas ruas, ser vigiados ao ponto de não sair na rua, deve ser a pior coisa do mundo ser um artista que não anda na rua, não poder sentar com os amigos em frente de casa sem que haja uma fotografia, gente interrompendo. A gente falava, veja o Paul, o cara não pode sair de casa, ir à banca, passar no banco, comprar um café na padaria, vagar por aí.

Nós éramos inocentes. Artistas inocentes. Artistas inocentes tornam ainda mais dura a vida do artista.

Os artistas da internet provam como a vida é dura. É uma piada nova a cada minuto, uma frase nova, uma motivação, uma luz, enfim, algo para as pessoas na velocidade dos feeds de notícia. A piada aparece antes mesmo das pessoas entenderem o motivo da piada. O pensamento voa.

As frases sobre amor parecem definitivas, objeto de horas de reflexão em estado vegetativo, degustando o fluir dos precedentes da frase, o que gera cada palavra até formar o sentido da frase.

Acompanho também os desenhistas, e esses também são demais. Eu adoro quadrinhos e sempre que possível está um quadrinho à minha frente, pronto. São tantos desenhistas bons, tantos trabalhos bonitos, e é a mesma coisa, antes das piadas serem compreendidas aparece uma charge. Brilhantes, antenados, e o melhor de tudo, são lidos por um sem fim de leitores.

E pode apostar, não é fácil para eles. É dura a vida do artista.

Tem-se a imagem de artista a pessoa extravagante, que chama a atenção das pessoas, que gosta disso. E tem-se os artistas reclusos, que não aparecem, que não gostam de aparecer. Depois de pensar muito sobre isso eu coloquei na balança os pensamentos; assim: de um lado a pessoa que gosta de aparecer – e se chega ao ponto de não poder andar na rua, tamanho reconhecimento; e do outro lado, o invisível, que não aparece de forma alguma.

E chegaremos à seguinte ideia: vamos balancear até chegar ao equilíbrio. Foi isso que você pensou, também?

Talvez tão importante quanto o equilíbrio seja a coerência.

E aí estamos na encruzilhada, como na lenda do blues, ou na terceira margem do rio, “cê vai, ocê fique, você nunca volte”, do Guimarães Rosa. E então o artista faz sua escolha de vida. De vida dura de artista.

Sejam artistas mega-pop-ultra famosos, artistas reconhecidos, artistas esquecidos, artistas difamados, artistas bons, artistas de rua, artistas independentes, artistas invisíveis, uma coisa é verdade: é dura a vida do artista.

E é mesmo.

8 de fev. de 2013

Quem vai comprar essa briga?

Essa semana a seleção brasileira perdeu para a Inglaterra. Muitas reportagens foram realizadas e vários são os motivos da derrota - e inúmeras opções para reverter a situação da seleção foram ofertadas ao vivo, em mesas com grandes comentaristas. Além do papo de botequim.

O inglês Joey Barton critiou Neymar e virou assunto da semana. Muito bem, pelo menos ele critica Neymar. Já passou da hora da imprensa olhar para o Neymar não como um vendedor de produtos, e sim como atleta profissional. Se ele errou, que seja falado; se ele caiu na área, caiu. Se ele estiver mal, substitua. Se for bem, aplauda. Alguém poderia falar para ele usar máscara apenas nas noites de carnaval; ou para os comerciais. 

Ronaldinho Gaúcho é o jogador que todos querem que jogue aquela bola que já vimos. Infelizmente temos que aceitar, ele não mais jogará aquele futebol. Tem categoria, capacidade, e muito potencial. Mas a vida é outra, estamos em 2013 e aquele futebol que ele jogou ficou para os vídeos. Sou fã do futebol dele, gostaria muito que ele sentisse o peso de ser convocado, ser titular, camisa 10, e jogar como deve jogar um camisa 10 da seleção. E o principal, ser um camisa 10 digno da história da canarinho.

Vivemos hoje, no Brasil, uma sensação tão desagradável de sediar uma Copa. O que mais vemos é corrupção, safadeza. Estamos descrentes. Não será o futebol que fará de nós um povo alegre, saltitante nas passarelas de sorrisos. O brasileiro não merece a fama que tem. 

Alguém aí poderia escrever um livro assim: Futebol - empresários x empresas.

É uma pena que sediar uma Copa do Mundo seja isso que vemos. Isso acaba com o sonho de qualquer um.






23 de jan. de 2013

Tá difícil ser homem


Durante as férias na praia, dirigindo pela orla, ao cruzar um carro e ver os óculos escuros do casal tive um pensamento tão profundo que me fez refletir até agora pouco. Ou o cara tem muito estilo ou eu tô por fora. Esse padrão de beleza tá com algum problema e precisa ser corrigido.

Tá difícil ser homem. Outro dia fui ao supermercado comprar xampu, desodorante e mais algumas coisas. Chegando a prateleira começa a dúvida, qual marca eu levo? Entendo de marcas de xampu o mesmo que entendo de física quântica: nada. Vou pelo preço. E ao ler as embalagens gera outra dúvida: qual o tipo de cabelo é o meu? Fico igual bobo olhando as embalagens e acabo levando qualquer um.

O mais engraçado é que pra ser homem é preciso seguir algumas normas. Estabelecidas e reais. Primeira e mais importante: ser homem de verdade. Ter roupas boas, carros, relógios, sonhar com iates e gostar de golfe. Se não está nesse grupo, meu amigo, você está com os meros mortais.

Segunda: impressionar. É preciso saber impressionar a gata. O sujeito que não dá – ou nunca deu – flor para uma mulher não deveria estar vivo. Se existisse um manual para ser homem, escrito sabe-se lá por quem, essa seria a primeira regra: oferecer uma linda flor para uma linda mulher.

Só um parêntese: sei casos de amigas que nunca receberam flores. Depois aparece um poeta doidão com uma rosa e um bilhete e leva a princesa encantada para passear no bosque à sombra, lendo poesia e comendo queijos e bebendo vinho e...

Os cabras que saem e curtem a noitada sabem de uma regra universal: pedir cerveja importada. Quer saber se é amor ou interesse? Senta com a gata no bar e pede uma Antártica.

Instituiu-se o modelito revistas masculinas e nós ficamos para trás. O mais difícil, e que por isso se tornou regra, é a barriga tanquinho. Para isso é preciso frequentar academia, correr, deixar de beber, de comer... Isso é coisa de menino.

Em contrapartida aos tanquinhos, existem os barriguinhas – em número muito maior. São os que dominam e só não estão na publicidade. E agora quero me incluir a este grupo para fazer parte da equipe campeã. Nós somos o maior grupo, em maior número e espalhado por todos os cantos do mundo, e queremos também ser reconhecidos como um padrão de beleza. Mesmo que exótica, mas um padrão de beleza.

Tá difícil ser homem. Não dá pra explicar numa crônica só.