16 de ago de 2011

São lindas as palavras

Fazia tempo que não mandava flores para a esposa. E então chegou uma data especial e resolveu mandar umas lindas flores com dizeres apaixonados.

Só quis que o amigo lesse e falasse se estava bom o cartão. E deu nisso.


“Dá uma olhada aqui e veja se está bom” – assim que começou a história.

“O que é?” – o amigo já quis saber antes de ler.

“Um cartão que escrevi pra minha mulher.”

“Escreveu?”

Ele não é muito de escrever cartões, e nem mesmo e-mails. Por isso o amigo ficou sem entender de princípio.

“É...” – começou a explicar seu cartão – “hoje é aniversário de casamento. Se chegar em casa sem um presentinho fodeu!”

“Mulheres... Romântico...” – disse começando a ler – “mas isso não é do Luis Fernando Verissimo” – arrematou.

“Como sabe?” – logo quis saber.

“Ele não escreve assim.”

“Como sabe?” – será que sua esposa saberia?

“Eu leio os livros dele.”

“Claro que é. Recebi um e-mail com essas frases bonitas, e com umas imagens lindas, e no fim dizia: Luis Fernando Verissimo” – assegurando a fonte.

“Mas tenho certeza que não é” – o amigo parecia um chato!

“Já leu tudo o que ele escreveu?” – quis ter certeza.

“Claro que não. E não precisa ler toda a obra do autor para reconhecer. Pelo menos eu acho” – agora estava provada a autoria, no caso a não autoria.

“Mas veja se está bonito, se ela vai gostar” – era só isso que ele queria saber.

“Acho que vai sim. É rascunho?”

“Claro que não! Não está vendo o cartão?” – um pouco impaciente com o amigo.

“Como você pede a opinião sobre um cartão pronto? O que importa eu dizer que não está bom se já está pronto?”

“Nada” – impaciente com o amigo.

“Então.”

“Mas eu quero saber se tá bom ou não” – parece que este amigo não entende!

“Bom tá” – sem saber o que falar – “mas pode melhorar.”

“Melhorar como?” – quis logo saber.

“Primeiro tirar o nome do Verissimo, depois arrumar umas vírgulas.”

“Se eu tirar o nome vou por qual?”

“Não sei, o seu. Ela vai gostar ainda mais. Elas adoram quando os homens escrevem lindas palavras” – o amigo parecia um poeta ao dizer isso.

“E também não precisa arrumar vírgula, o que isso vai mudar?”

“Nada...” – evitando discussão.

“Então vou mandar assim mesmo” – decidido.

“Ela vai adorar.”

“Tomara!”

“São lindas palavras!”

São lindas as palavras!

9 comentários:

Luna Sanchez disse...

Golpe!

:p

Beijo.

Maggie May disse...

o jeito masculino se ser!!!!

Camila Lourenço disse...

Hahaha
Sempre dou risada te lendo.
Rsrs

Humor maldito-bendito masculino.

rs


Bjo

Valéria Sorohan disse...

São lindas as palavras de Veríssimo, A intenção foi linda também.

BeijooO'

A Mina do cara! disse...

Luna, golpe?, por?
beijos
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Maggie, um beijo!
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Camila, valeu! Beijos pro cê.
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Valéria, são lindas as palavras... beijos


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No mês de comemoração de aniversário da Mina do Cara quem ganha somos nós, vocês leitores e eu, escritor. Cada um leva o seu presente.

Um grande abraço e um beijão para você que lê mas não comenta, e saiba sempre, A Mina do Cara te ama!

Ana Cris Nunes disse...

"...para você que lê mas não comenta..."
kkkkkkkkkkk
Não iria comentar, mas me senti olhando pelo buraco da fechadura depois desses dizeres.

Me fazendo rir e como sempre deixando sempre a curiosidade de quais são as benditas palavras. Como naquela do bilhete, lembra?
Beijos!!!

Lufe disse...

Quando o cara não sabe mandar um bilhete e ainda precisa perguntar ao amigo se esta bom, é melhor não mandar......rs

Parabens pelos 2 anos do blog

abrços

Patrícia Rocha disse...

rsrsrs Gostei!

Parabéns pelos 2 anos do blog, que venham muitos mais...

Beijos Lunáticos =***

A Mina do cara! disse...

Ana, A Mina do Cara também é pra ser lida assim, como quem espia pelo burado da fechadura...
beijo

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Lufe, valeu! Agora, uma ajudinha não faz mal né...
abraço

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Patrícia, valeu!
beijos


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Ei, você aí, me manda um recado aí, me manda um recado aí...

A Mina do Cara te ama!