11 de jul de 2011

Por que, meu Deus?

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, amém. Deus, hoje eu tenho uma dúvida que me assola há muito tempo e eu sei que o Senhor também sabe, uma vez que está presente em todos os lugares, e isso inclui meu subconsciente. Gostaria de saber por que não dá pra comer uma só mulher, só isso.

Algumas pessoas apressadas já começariam a falar besteiras, a criar em suas imaginações fantasias sobre minha pessoa, minha austeridade, severidade. Tenho a dúvida, não pratico aquilo que não sei, e isso quer dizer que não tenho relação com qualquer mulher senão a minha. Creio no Senhor e creio que a resposta para minha dúvida não tem melhor solução que a Sua.

Dia desses, na igreja, não me contive. Estava sentado na primeira fila, como de costume, e ao meu lado sentou a Cris, filha do meu vizinho Manoel. A família deste meu vizinho é muito respeitosa, trabalhadora, honesta, e essa sua filha, Cris, é uma menina muito bonita, educada, faz questão de cumprimentar todos os vizinhos, é amiga da minha filha e das demais meninas da rua. Pois bem, isso o Senhor também deve ver, essa menina Cris começou a usar uns shorts muito curtos. Eles mal chegam as coxas.

O Senhor pode saber onde quero chegar, isso se já não sabe. O Senhor sabe para onde vou, não sabe?

Estava escura a rua, eu vinha andando, segurando o guarda-chuva e na outra mão a sacola de compras. Não tinha alma viva na rua, tudo deserto. E eu jamais imaginei que ali fosse lugar para mulher. Lá que descobri menina e mulher.

Como não é de desconhecimento das pessoas, sempre gostei de frequentar a igreja com minha família. Considero um orgulho ir a missa acompanhado de minha esposa, minha filha, e lá encontrar vizinhos com suas famílias, todos honestos e trabalhadores. Creio muito no Senhor e sei que só o Senhor me dará uma luz, a luz do Senhor.

Estou aqui, assim, o senhor sabe por quê. Não é à toa, eu sei disso. Só os outros é que não sabem – ainda. Um dia saberão, e neste dia eu estarei longe, muito longe, e nem notícia da minha família eu terei; para ninguém vingar minha saída com elas, as mulheres da minha vida, minha esposa e minha filha. Se um dia eu puder, envio dinheiro de onde for pra ela estudar e fazer faculdade; isso se puder.

Deixei em casa, sobre a mesa da sala, uma carta com muitas mentiras. Muitas mentiras para eu não dizer a verdade. Foi muito difícil dizer mentiras e mais mentiras para as pessoas que eu amo. Por isso deixei bilhete tão pequeno, por não conseguir inventar mentiras. Nunca precisei mentir na minha vida, e hoje quando precisei quase não soube. A vida é mesmo injusta. Estava tudo bem. Estava.

A rua escura e vazia, chovia bem pouco, mesmo assim eu estava com o guarda-chuva na mão. Pensei que fosse mulher da vida, puxei-a para o beco, arrastando mesmo, como elas gostam, e ali mesmo comecei a beijar seu pescoço, a agarrá-la com força. Ela fazia que não queria, até brigava comigo; chegou a me arranhar e tirar pele na minha nuca. Isso na hora eu nem senti. Eu ia pagar, estava com o dinheiro no bolso de trás da calça. Achei aquilo bom e continuei a luta, pensei que era uma tara dela aquela cena.

Ela começou a gritar, me chutar, me arranhar, e tentou torcer meu pescoço. Comecei a dar tapas na cara, depois dei uns socos, e a cada golpe parecia que ela gostava mais. Meu tesão foi aumentando e eu ia batendo, batendo, até que bati demais. Bati tanto que pensei que tinha terminado o sexo. Quando eu terminei e ela não aguentava mais de dor, virei seu rosto e vi.

Fui obrigado a matá-la. Minha filha perdeu uma amiga. E um pai. A vida é mesmo injusta. Estava tudo bem. Estava.

Vou vagar pelo mundo, Senhor. Só peço que olhe minhas mulheres e não deixe ninguém fazer mal algum a elas.

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo...


10 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Abordagem boa é aquela que custa pouco.
Como disse um certo alguém, "eles não sabem o que fazem".

Minha Benção.

Luna Sanchez disse...

O mármore do inferno, dizem, é um lugar bem frequentado.

Mas isso pode ser mentira, claro.

;)

Um beijo.

Camila Lourenço disse...

Ou eu não entendi bem ou esse texto foi mesmo meio trash...
No início até ri, confesso...mas, no fim, não consegui achar graça não.
Vou até reler...vai que entendi errado

Rossana disse...

Credinho Mina do Cara! Que historieta macabra...Uiii!!
:S

O Hospicio... disse...

eeeiiii passando pra mata a saudadeeees... bjokas

Anônimo disse...

vc narrou MESMO um estupro? vc acha que isso deveria mesmo estar num blog de humor?
não sou puritano nao, na realidade amo humor negro. mas esse não teve graça.

A Mina do cara! disse...

Valéria, amém...
beijo
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Luna, será este o destino?
beijo
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Camila, é isso mesmo que você leu sim...
beijo
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Rossana, credinho é pouco...
beijo
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Hospício, saudade quer dizer que eu fugi do hospício? Rs.
beijo e vê se não some...
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Anônimo, este blog não é de humor, é um blog de histórias de ficção que na maioria das vezes faz o leitor rir.
É sim uma cena de estupro, e a estuprada é uma menina menor de idade.

um abraço

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E você que está lendo os comentários e ainda não comentou, diga aqui sua opinião sobre esta crônica.

A Mina do Cara te ama!

Maggie May disse...

eu nem consigo entender isso…sou do tempo de sexo com amor, sexo pelo sexo é vazio…
já com amor, tudo pode, tudo quer, tudo pede!!!

e tem que ter mordida…hehehehe

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

ja solicitei a deus que me livre desse pecado, mas até agora nada

A Mina do cara! disse...

Maggie, tem gente que nem sabe que existe sexo com amor...
beijo
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Non Je, pois é...
abraço

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e você, vai deixar um comentário? É a primeira vez que tem mais "não curti" do que "curti". Finalmente...

A Mina do Cara te ama!