3 de jun de 2011

Nem da nada...

1 – A vida apronta umas que é difícil compreender. Já aconteceu com você de sair de casa para comprar algo no supermercado e chegando lá compra outra coisa completamente diferente daquilo que fez você sair de casa? Acontece parecido quando você quer que a pessoa acredite em uma mentirinha para não ter problemas, e brigas. Aliás, faz tempo que não brigo, tenho sido calmo demais – nem discutir tenho discutido. É claro que não é de briga física que falei.

2 – Você conhece o caso da pessoa que falava o tempo inteiro: olha, se eu namoro é para ser sério, não namoro à toa; e quando termina é uma vez só, terminou terminou, não tem essa de terminar e voltar e terminar e ficar ficando; ir atrás de conversa, sexo casual, sem compromisso – só o que era bom da relação, pra falar a verdade. Puxar papo então...

3 – Estou no meu cantinho, tranquilo, e tenho que sair. Voltar ao mundo real. Um dia desses, eu fiquei pensando, como pode, as pessoas acreditam em mim, me levam a sério. E o mais interessante é que quem me leva a sério não são os amigos diretos. É uma “amiga da van” que tem seus 50 anos, é psicóloga e adora escrever. É a professora que aceitou ser minha orientadora sem nem saber o que eu queria direito – nem eu sabia. A vida tem dessas coisas mesmo.

4 – Essa é pra matar. Chegando ao ponto para pegar o ônibus das nove e meia, encontrei um amigo que olhava preocupado para o outro amigo que estava sentado no ponto, e ao seu lado havia um homem, conversando. Cumprimentei o que estava sentado e fui cumprimentar o que estava em pé. Este que estava em pé começou a me falar da suspeita de assalto ao nosso amigo sentado. Pensei, esse cara é racista, filho da puta. Quando nosso ônibus chegou, ao andar ouvi o amigo que estava sentado pregando a palavra do Senhor ao homem ao seu lado. Pensei, evangélico filho da puta, não pode ver um cara fodido que começa a pregar. Entramos os três no ônibus. Fui saber que o cara foi assaltar e ele se saiu com passagens bíblicas. Aí eu fiquei sem saber o quê pensar.

6 comentários:

Long Haired Lady disse...

- eu saio de casa pra faze pagamento no banco e esqueço o cartão…entao ja fiz isso vairas vezes sair e esquecer o que fui fazer.

- namoro, casamento qualquer relação mais seria pra mim é assim, terminou, terminou e ponto.

- a gente fala de preconceito e termina sendo também né? rsrsrs

Valéria Sorohan disse...

Eita destrambelhado mundo, sem rima e sem rumo.

BeijooO*

Cristina Maria disse...

O item 4 é o mais lógico, ué!

Luna Sanchez disse...

Pois é...eu também só não sou bipolar porque preferi ser egocêntrica. ;)

Beijos.

Gabi Rodrigues disse...

Ô mundão louco, hein?!
Adoreiii o texto.

Bjos.

A Mina do cara! disse...

Vocês captaram o sentido da coisa. Fico feliz!

Galera, beijo pra quem comentou.

nos vamos por aí...

A Mina do Cara te ama!